O amor encontrou-me desarmado,
Sem escudos nem defesas,
Invadiu meu coração desamparado,
E preencheu minhas incertezas.
Chegou sorrateiro, sem pedir licença,
Um vendaval que me arrebatou,
Derrubou todas as minhas resistências,
E no meu ser, profundo se alojou.
Eu não estava preparado para esse encontro,
Para essa reviravolta em meu caminho,
Mas o amor não se importa com meu desencontro,
Ele entra e bagunça todo o meu ninho.
Desarmado, eu me entrego ao seu poder,
Perco-me em seus abraços e carinhos,
Afasto os medos que insistem em aparecer,
E me entrego, sem reservas e sem destinos.
O amor me desarma, quebra minhas barreiras,
Desnuda minha alma e me faz sentir,
A vulnerabilidade, a doçura e as belezas,
De um sentimento que me faz sorrir.
E assim, desarmado, sigo o meu caminho,
Em busca da plenitude que o amor me traz,
De mãos abertas, coração em desalinho,
Vivendo cada momento, sem olhar para trás.
Pois o amor é um encontro de almas,
Um convite a se entregar sem temer,
E mesmo desarmado, sinto que ele me acalma,
E me mostra que vale a pena viver.
Então, que o amor me encontre desarmado,
Sem escudos nem armaduras a me proteger,
Pois é na entrega que encontro o meu estado,
E me permito amar e ser amado sem temer.
Desarmado, eu me abro para o amor,
Com todas as minhas fraquezas e virtudes,
E descubro que é na entrega que reside o fulgor,
E em cada gesto de amor, as atitudes.
Que o amor me encontre sempre assim,
Desarmado e pronto para a entrega,
E que ele me guie pelos caminhos sem fim,
Em um eterno encontro de alma e entrega.
Sofrido das Chagas
Sem comentários:
Enviar um comentário