domingo, 10 de agosto de 2025

35 - O AMOR ENCONTROU-ME DESARMADO

 

O amor encontrou-me desarmado,

Sem escudos nem defesas,

Invadiu meu coração desamparado,

E preencheu minhas incertezas.

 

Chegou sorrateiro, sem pedir licença,

Um vendaval que me arrebatou,

Derrubou todas as minhas resistências,

E no meu ser, profundo se alojou.

 

Eu não estava preparado para esse encontro,

Para essa reviravolta em meu caminho,

Mas o amor não se importa com meu desencontro,

Ele entra e bagunça todo o meu ninho.

 

Desarmado, eu me entrego ao seu poder,

Perco-me em seus abraços e carinhos,

Afasto os medos que insistem em aparecer,

E me entrego, sem reservas e sem destinos.

 

O amor me desarma, quebra minhas barreiras,

Desnuda minha alma e me faz sentir,

A vulnerabilidade, a doçura e as belezas,

De um sentimento que me faz sorrir.

 

E assim, desarmado, sigo o meu caminho,

Em busca da plenitude que o amor me traz,

De mãos abertas, coração em desalinho,

Vivendo cada momento, sem olhar para trás.

 

Pois o amor é um encontro de almas,

Um convite a se entregar sem temer,

E mesmo desarmado, sinto que ele me acalma,

E me mostra que vale a pena viver.

 

Então, que o amor me encontre desarmado,

Sem escudos nem armaduras a me proteger,

Pois é na entrega que encontro o meu estado,

E me permito amar e ser amado sem temer.

 

Desarmado, eu me abro para o amor,

Com todas as minhas fraquezas e virtudes,

E descubro que é na entrega que reside o fulgor,

E em cada gesto de amor, as atitudes.

 

Que o amor me encontre sempre assim,

Desarmado e pronto para a entrega,

E que ele me guie pelos caminhos sem fim,

Em um eterno encontro de alma e entrega.


Sofrido das Chagas 

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